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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Casamento Poliamoroso

Esse é o primeiro post do blog em 2015. Motivo de tanta demora para postar? Muitas mudanças na vida! Em termos de relacionamento uma grande novidade: Vou me casar! Casar?! Soa muito estranho até pra mim, porém, será um casamento obviamente não tradicional. E não, isso não significa que deixarei de ser poliamorista, pelo contrário, nossos relacionamentos (meus e do parceiro em questão) estarão presentes na cerimônia que estamos elaborando, tendo, inclusive, papel fundamental em todo ritual.  

E mais, não é por estarmos casando a “dois” que amamos menos nossos outros relacionamentos. Casar, no sentido prático, é uma escolha de como viver o dia a dia, é a escolha por conviver diariamente com outra (s) pessoa(s) e não um nivelamento dos amores


Porém, devo confessar que a palavra casamento me angustia devido ao conceito monogâmico adotado pelo senso comum. Mais uma vez sinto falta de termos não monos para designar o que vivemos, por isso quero explicar o que entendo por casamento e família: o casamento aqui representa simplesmente nosso compromisso, confiança e amor tornando-se público. É querer compartilhar nossa felicidade com todxs! Não significa exclusividade afetiva e/ou sexual, aponta apenas o nível de comprometimento que temos e queremos manter, o nível de organicidade da relação. Gostamos de viver juntos, somos melhores pessoas convivendo do que afastados, temos planos de vida em comum.

Já a questão questão do que é ser família é simples: pessoas que querem fazer parte da vida uma das outras por questão de afinidade. Independente de laço biológico, família é amor; são as pessoas que fazemos questão de ter por perto (mesmo que não no espaço), que confiamos, nos importamos, que amamos mesmo. E já temos nossa família! Nossos amores e amigos e, posteriormente, nosso gato. Minha filha faz parte da nossa família, o “abor” do meu companheiro faz parte da nossa família, etc, etc.

Entretanto, ouvi muitas críticas por parte de não monos, recriminando minha escolha, apontando o dedo na minha cara e dizendo que estou pouco a pouco abandonando o Poliamor. Isso é tão absurdo como querer qualificar um indivíduo solteiro que se entende mono de poliamorista apenas pelo fato dele estar solteiro.

Aliás, hoje pretendo casar com um dos meus relacionamentos, mas nada impede que no futuro eu queira casar com mais outro ou que meu companheiro case com outras, tenha filho com outras mulheres, etc. O único impedimento para isso atualmente é legal. A bigamia é crime! Está na hora da sociedade rever toda essa questão jurídica porque NÓS existimos – queiram ou não.

De qualquer forma, casando ou não, tendo mais filhos ou não, o poliamor faz parte de quem sou. Sou tão poli como sou rockeira e atéia por exemplo. E como alguns devem saber, o poliamor para mim é bem mais do que uma escolha de vida, é uma questão política. Defendo uma sociedade em que ser não mono seja tão comum e aceito como gostar ou não de ir ao cinema, de gostar ou não de comer batata frita rs. Parece ridículo, mas essa “ naturalização social” (que expressão estranha :P) do Poliamor é fundamental para o fim da polifobia e para a conquista de direitos civis.

Por fim, como o casamento será em um espaço público (que ainda estamos decidindo), compareçam!!!  Mais informações sobre nossa celebração serão postadas no blog!

Nossa  participação na rádio manchete:
 https://www.facebook.com/ConfrontoManchete/photos/a.621500084569641.1073741826.499670926752558/873285306057783/?type=1&permPage=1


Sharlenn


2 comentários:

  1. Gostaria de conversar com vc sobre algumas duvidas. Voce pode mandar seu email?

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